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Após oito anos, elenco de The Chosen celebra o fim das gravações

Série sobre a vida de Jesus concluiu sua jornada de filmagens depois de sete temporadas e 528 dias de produção, em uma despedida marcada por gratidão, abraços e emoção.

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Após oito anos, elenco de The Chosen celebra o fim das gravações

Um dos projetos cristãos mais conhecidos da televisão contemporânea chegou ao fim de uma etapa histórica. Depois de oito anos de trabalho, o elenco e a equipe de The Chosen concluíram as gravações da série, encerrando uma jornada que acompanhou a vida e o ministério de Jesus sob o olhar das pessoas que caminharam com Ele.

O último dia de filmagem aconteceu em 24 de setembro de 2026. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o criador e diretor Dallas Jenkins reunido com profissionais da produção. Visivelmente emocionado, ele agradece à equipe, declara seu carinho por todos e anuncia o encerramento das gravações. A resposta vem em forma de aplausos, abraços e lágrimas, traduzindo o peso de uma despedida construída ao longo de quase uma década.

“É assim que concluímos The Chosen”, afirmou Jenkins diante do elenco e da equipe no último dia no set.

Uma trajetória de oito anos e 528 dias de filmagem

De acordo com as informações divulgadas sobre a produção, The Chosen encerrou seu 528º dia de gravação após sete temporadas. O número ajuda a dimensionar um trabalho que envolveu atores, figurantes, roteiristas, diretores, equipes de fotografia, cenografia, figurino, maquiagem, efeitos e muitos outros profissionais.

A série começou a ser filmada em 2018, quando Dallas Jenkins ainda tentava viabilizar uma produção independente sobre Jesus com uma proposta pouco comum: desenvolver a narrativa em várias temporadas, permitindo que os personagens bíblicos fossem apresentados com mais tempo, contexto e profundidade dramática.

Naquele momento, nem mesmo os responsáveis pelo projeto sabiam se conseguiriam ultrapassar a primeira temporada. O crescimento veio com o apoio do público, inicialmente por meio de financiamento coletivo e de uma distribuição fortemente ligada ao aplicativo da série. Com o passar dos anos, a produção alcançou uma audiência internacional e passou a ser disponibilizada em diferentes idiomas e plataformas.

O fim das gravações não significa o fim da história para o público

Embora o trabalho no set tenha terminado, os espectadores ainda acompanharão novos capítulos. A sexta temporada tem estreia anunciada para 15 de novembro de 2026 no Prime Video. Segundo o site oficial da produção, essa fase da narrativa acompanha os acontecimentos do último dia de Jesus antes da crucificação, observando também as reações de discípulos, autoridades religiosas e representantes do Império Romano.

A conclusão da história da crucificação está prevista para chegar aos cinemas em 2027, em uma produção com lançamento global da Amazon MGM Studios. Depois virá a temporada final, que deve abordar a ressurreição e os acontecimentos que encerram o arco principal da série.

Isso significa que a despedida vivida pelo elenco ocorreu antes da despedida do público. Ainda haverá etapas de montagem, efeitos visuais, trilha sonora, divulgação e lançamento. Para quem acompanha a produção, o fim das filmagens funciona como um marco: a história já foi registrada, mas ainda será revelada aos poucos nas telas.

Elenco transformou a despedida em agradecimento

A conclusão das gravações também provocou manifestações pessoais de integrantes do elenco. Jonathan Roumie, intérprete de Jesus, encerrou suas cenas alguns dias antes da gravação coletiva final. O papel mudou a trajetória profissional do ator e fez com que sua imagem se tornasse profundamente associada à produção.

Joey Vahedi, que interpreta Tomé, publicou uma mensagem de gratidão aos espectadores e destacou como o contato com o público marcou sua experiência. Giavani Cairo, o Tadeu da série, simbolizou o encerramento ao guardar pela última vez o figurino e as sandálias usados pelo personagem. Lara Silva, intérprete de Eden, esposa de Simão Pedro, também compartilhou a celebração do encerramento.

Austin Reed Alleman, que vive Natanael, comparou imagens de seu primeiro e de seu último dia de trabalho. O gesto resume uma das características mais fortes dessa despedida: além do encerramento de uma produção, atores e técnicos estão se despedindo de uma rotina, de personagens e de relações construídas durante anos.

Como The Chosen se tornou um fenômeno cristão

The Chosen se apresentou desde o início como uma dramatização inspirada nos Evangelhos, e não como substituta da leitura bíblica. Sua abordagem concentra-se na humanidade dos personagens, nas relações entre os discípulos e nas transformações provocadas pelo encontro com Jesus.

Esse formato aproximou a narrativa de pessoas que talvez nunca tivessem acompanhado uma produção bíblica longa. Ao mesmo tempo, gerou conversas entre cristãos de diferentes tradições sobre contexto histórico, liberdade artística, interpretação das Escrituras e a responsabilidade de representar personagens centrais da fé.

Outro elemento decisivo foi a relação direta com os espectadores. Transmissões ao vivo, campanhas de financiamento, produtos e encontros presenciais ajudaram a criar uma comunidade em torno da série. O público não acompanhou apenas os episódios prontos; também observou bastidores, desafios financeiros, mudanças de distribuição e o amadurecimento do projeto.

Uma despedida marcada por fé e gratidão

No vídeo do encerramento, o discurso de Dallas Jenkins não se limita ao sucesso profissional. O diretor atribui a Deus a dimensão alcançada pelo projeto e reconhece a participação de todos que tornaram a produção possível. Em outra declaração feita naquele período, Jenkins contou que sua oração foi marcada pela surpresa e pela gratidão diante do caminho percorrido.

A cena final no set sintetiza o que a série representou para seus realizadores: trabalho artístico, convivência, serviço, exposição pública e uma tentativa de comunicar a história de Jesus a uma nova geração. Para muitos integrantes da equipe, concluir The Chosen significou fechar o maior projeto de suas carreiras.

O legado continua além das câmeras

O encerramento das gravações oferece uma oportunidade para avaliar o impacto cultural da série. Independentemente das diferentes opiniões sobre escolhas narrativas, The Chosen demonstrou que uma produção de temática cristã pode mobilizar uma comunidade global, experimentar novos modelos de financiamento e conquistar espaço em grandes plataformas de distribuição.

Para igrejas e famílias, a série também se tornou ponto de partida para conversas sobre os Evangelhos. O caminho mais proveitoso continua sendo assistir com discernimento, conferir as passagens bíblicas e distinguir aquilo que vem diretamente do texto sagrado das escolhas criativas feitas para a dramatização.

As câmeras foram desligadas, os figurinos começaram a ser guardados e o elenco deixou o set. Ainda assim, a mensagem central que motivou a produção continuará chegando ao público nas temporadas que restam. Depois de oito anos, a despedida da equipe não soa apenas como um fim, mas como a conclusão agradecida de uma missão compartilhada.


Fontes consultadas: vídeo publicado pelo Pleno.News, site oficial de The Chosen e Crosswalk.

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